ESTUDANTES PEDEM AJUDA PARA RECONSTRUIR MEMÓRIA DO MUSEU NACIONAL

Fotografias serão catalogadas para preservar acervo destruído em incêndio


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Incêndio levou cerca de seis horas para ser controlado (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Uma tragédia anunciada e um prejuízo incalculável para a história e para a pesquisa científica brasileira. No último domingo, o incêndio de grandes proporções que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, destruiu grande parte dos 20 milhões de itens catalogados em seu acervo.

Nesta segunda-feira (3), alunos do curso de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) deram início a uma campanha para preservar a memória do local. Os estudantes pedem que fotografias, vídeos e até mesmo selfies tiradas por visitantes sejam enviadas para thg.museo@gmail.com, lusantosmuseo@gmail.com  e isabeladfrreitas@gmail.com.

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O palácio do Museu Nacional foi residência do imperador Dom Pedro II durante sua infância (Foto: Victor Milanez)

HERANÇA REAL

Localizado no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, o palácio foi residência da família real portuguesa nos primeiros anos após sua mudança para o Brasil, em 1808. Dez anos depois, por iniciativa de Dom João VI, o local se tornou a sede do Museu Nacional e reunia um vasto material que abrangia coleções em arqueologia, botânica, antropologia, palentologia, zoologia, entre outros. Dentre muitos materiais, ali estava o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, “Luzia”, com 12 mil anos.

 

PROBLEMAS FINANCEIROS

Matéria da Agência Brasil revelou que em 2004, o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, apontou que o Museu Nacional apresentava risco de incêndio em função do péssimo estado de conservação das instalações elétricas do local. Atual secretário de Educação do Rio de Janeiro, Victer também denunciou a ausência de equipamentos de prevenção ao fogo.

Desde 2014, o Museu Nacional sofria com a redução dos valores destinados à manutenção e operação do local. Há três meses, a UFRJ havia assinado um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um aporte no valor de R$ 21,7 milhões destinados à instalação de uma estrutura para o combate a incêndio. A primeira parcela, de R$ 3 milhões seria depositada em outubro.

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Em visita ao Museu no final da tarde de segunda-feira, o ministro da Educação, Rossieli Soares, anunciou a transferência imediata de R$ 10 milhões para a recuperação do patrimônio e a investigação das causas do incêndio.

 

PRESIDENCIÁVEIS

A Agência Lupa publicou um resumo indicando que apenas 2 dos 13 planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República apresentam propostas específicas para a política de museus.


 

Saiba mais:

Autor: Kevin Kamada

Estudante de graduação em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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